A cirurgia de implante mamário surgiu da necessidade de reconstrução de mamas pós-traumas e por sequela de mastectomia devido a câncer. A qualidade do material das próteses melhorou muito nos últimos anos, proporcionando maior segurança nas cirurgias reparadoras e estéticas nos tempos atuais.

A inclusão de prótese de mamas é indicada em casos de insatisfação com o tamanho das mamas melhorando o contorno corporal e elevando a auto-estima das mulheres. É indicada também para corrigir assimetrias (diferença de tamanhos) e atrofia das mamas após a gravidez.

Durante a consulta, a paciente informa ao médico suas queixas e desejos. Após exame clínico e história detalhada, é definido o diagnóstico e possibilidades cirúrgicas. Essa cirurgia exige um senso estético muito apurado por parte do cirurgião, que não pode seguir apenas os apelos da paciente, mas buscar resultados satisfatórios.

No exame são levados em consideração aspectos como o volume das mamas, a simetria, posição da auréola e mamilo, características e elasticidade da pele, largura do tórax e quadril e altura da paciente, entre outros. Os cuidados no pré-operatório e o cumprimento das orientações médicas refletem diretamente no resultado da cirurgia.

Já no consultório é decidido juntamente com a paciente o volume das próteses e a via de acesso, que pode ser periareolar, no sulco mamário ou axilar. Cada uma dessas possui indicação específica, respeitando sempre a individualidade de cada paciente. O tipo da prótese também é escolhido – pode ser redonda, a mais utilizada em procedimentos estéticos, e anatômica, em formato de gota. O material de escolha para cirurgia primária é o silicone gel coesivo (não permite extravasamento) texturizado, que reduz o índice de contratura da prótese (formação de cápsula em torno dela) no pós-operatório. A prótese de poliuretano fica reservada para casos selecionados.

Além da escolha do volume e tipo de prótese, o grande diferencial de sucesso a longo prazo é a escolha da localização da prótese no interior das mamas. Pode ser subglandular, submuscular ou em dois planos (técnica de “dual plane” desenvolvida por Dr John Tebetts para eliminar as desvantagens das duas primeiramente supracitadas). O cirurgião precisa estar habituado com as três técnicas para indicá-las, de acordo com a necessidade de cada paciente.

Nos procedimentos que temos realizado geralmente é reservada a técnica subglandular para pacientes com tecido mamário denso e volume satisfatório para camuflar a prótese e para pacientes atletas de alta performance nos quais é contra-indicada a inclusão abaixo da musculatura peitoral.

A técnica submuscular total é indicada para inclusão de próteses pequenas, capazes de serem cobertas quase que totalmente pelo músculo grande peitoral, em casos de mínima quantidade de tecido mamário. A técnica de “dual plane” tem sua boa indicação em casos que se deseja evitar duplo contorno (entre prótese e tecido mamário), corrigir pequenas ptoses (queda da mama), necessidade de proteção de próteses maiores (acima de 260cc).

O resultado obtido com a indicação precisa da técnica associada a uma escolha adequada da prótese é uma paciente extremamente satisfeita e com a auto-estima elevada.

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