A idade, a exposição solar e fatores hereditários contribuem para o envelhecimento e formação de rugas ao redor dos olhos. Isso pode levar a uma aparência cansada e precocemente envelhecida, já que os olhos estão em uma posição de destaque no rosto.

Dentre os sinais de envelhecimento palpebral estão: a flacidez e o excesso de pele, que podem prejudicar a visão; protrusão das bolsas de gordura (inchaço); flacidez muscular; alterações de posição (perda do aspecto jovial) e tônus (estruturas profundas flácidas) da musculatura e rugas superficiais e profundas.

A cirurgia palpebral deve restabelecer uma aparência mais jovial e preservar as funções das pálpebras, que são responsáveis pela proteção ocular. Para isso, é fundamental que o cirurgião conheça bem a complexa anatomia palpebral e facial.

Durante a consulta, o médico avalia a aparência das pálpebras superiores e inferiores e as inter-relações com outras regiões da face, como posição dos supercílios, aparência da fronte (testa), região malar (maçã do rosto). Neste contato, é feita uma avaliação clínica e da história do paciente, visando minimizar os riscos e fazer a indicação adequada da cirurgia.

A técnica cirúrgica moderna oferece duas possibilidades de acesso para a pálpebra inferior, dependendo do grau de envelhecimento palpebral. A via transconjuntival, na qual o corte fica escondido na parte interna da pálpebra, é a empregada normalmente para pacientes mais jovens. A transpalpebral, com um corte abaixo dos cílios, que fica praticamente imperceptível a uma distância de conversação, é a de escolha quando é necessário um reposicionamento dos tecidos, que ao longo dos anos perderam as conexões entre pele, músculo e ossos.

A técnica desenvolvida pelos conceituados cirurgiões Foad Nahai, Mark Codner, Clinton McCord e Thomas Roderick Hester tem como objetivo o reposicionamento dos tecidos profundos (lifting profundo) e fixação do canto palpebral (cantopexia), gerando uma estabilidade a longo prazo, otimizando resultados e minimizando riscos de complicações. As bolsas de gordura podem ser removidas conservadoramente ou reposicionadas, visando suavizar as transições ósteomusculares. A quantidade de pele a ser removida é menor depois que os tecidos estão na posição correta. O resultado é uma aparência mais natural, rejuvenescida e com ótima proteção ocular.

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